Conexão com o Feminino Sagrado

Arte Terapia

arteterapia e feminino

“grande clareza e percepção, o grande amor que tem magnitude, o grande autoconhecimento que tem profundidade e amplitude, a expansão da aplicação refinada da sabedoria… tudo isso é sempre uma “obra em andamento”, não importa quantos anos de vida a mulher tenha acumulado. Os fundamentos do que é “grande”, em oposição ao que é “apenas comum”, são conquistados no início da vida, no meio ou mais tarde… muitas vezes mediante enormes fracassos, elevações do espírito decisões equivocadas e recomeços impetuosos. O que se recolhe depois do desastre ou da sorte inesperada… é isso que é moldado e então praticado pela mulher e seu espírito, coração, mente, corpo e alma… até que ela se torne não apenas competente em seu modo de ser paradoxalmente sábio… mas também, muitas vezes, perfeita em seus modos de viver, enxergar e ser.” – Clarissa Pinkola Estés

Para encontrar essa mulher selvagem precisamos “coletar ossos” e conhecer os ciclos da natureza da vida – morte – vida, permitindo aquilo que se deve nascer e aquilo que se deve morrer, para chegar encontrar a própria natureza, criatividade, alegria e sentido de vida, ou seja, a plenitude.

A prática da arteterapia, aliada aos contos e mitos da mulher selvagem, como ferramentas de resgate do arquétipo do feminino sagrado, do reconhecimento dos seus ciclos lunares e da sua plenitude é essencial para reconstrução da nossa essência feminina.

A arteterapia por ser uma expressão não verbal, possibilita ao inconsciente se manifestar por imagens, sem censura do consciente. Esta será a forma utilizada para materializar os símbolos, que trará a luz a presença desse ciclo lunar interno, as imagens do arquétipo selvagem, e desse comportamento que buscamos entrar em contato, relacionados ao ciclo da vida – morte – vida.

Aline Barcelos